top of page
Buscar

ANTIRRACISMO NÃO É UMA TENDÊNCIA PASSAGEIRA!

  • Foto do escritor: Versati Magazine
    Versati Magazine
  • 10 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

por que a pauta sobre o combate ao racismo não pode ser esquecida


Diante dos recentes acontecimentos racistas que a sociedade está presenciando, é importante manter-se bem informado e procurar entender quais são os melhores passos a serem tomados para que as práticas racistas diminuam.


No ambiente da moda, a discriminação e o desrespeito continuam tirando da cena principal, muitas (os) jornalistas, modelos, criadores de conteúdo, etc. Da pra passar o resto do dia nomeando campanhas de grandes empresas que são estampadas apenas por pessoas brancas ou, numa tentativa de equilíbrio, têm no máximo uma ou duas pessoas negras, não é mesmo?


A citação das campanhas torna essa discussão um pouco mais ‘visível’, já que estamos sempre em contato com os anúncios do Instagram, do Facebook e várias outras redes sociais, mas essa discussão é ampla e existe graças a presença (ou não) de negros e negras em outros nichos do mundo “fashion”. Quer um exemplo? A principal revista de moda >do mundo< tem apenas um editor-chefe negro: Edward Enninful. Ele é editor da edição britânica da Vogue Magazine e com certeza é um exemplo de força e inspiração para a comunidade.


Esse fato, com certeza, não ofusca a conquista e o profissionalismo dos tantos outros profissionais de pele negra que ocupam espaço nas redações, mas a distancia nos números que fazem referencia ao numero de pretos e brancos é plausível de uma luta diária e discussões frequentes sobre um assunto que há tantos anos assola a nossa sociedade.


Ressaltamos que o racismo não é um fenômeno que atinge apenas os negros. São vítimas desta prática criminosa os asiáticos, indígenas e numa esfera que também flui do preconceito, queremos citar a violência aos membros e desrespeito à cultura LGBT. Abordamos o caso de negros e negras, pois essa luta está diretamente ligada à nós (Sara e Ana Luiza) que somos parte da comunidade negra.


Segundo o IBGE (2015), negros e pardos representam 53% da população brasileira. Enquanto isso, a moda é a segunda indústria de transformação que mais emprega (ABIT), onde só no estado de São Paulo 1/3 da população trabalha neste setor (DIEESE), logo ficam no ar as dúvidas onde estão os negros e negras na moda? Quantos estão à frente de marcas que têm visibilidade? Quantos falam em palestras sobre suas iniciativas? Sobre sustentabilidade? Em salas de aula? Realizam workshops? São chamados para estampar matérias? Poucos. Pouquíssimos. E não é porque não são capazes ou não têm iniciativas que mereçam narrativas, mas porque uma das facetas do racismo é excluir e não permitir nenhum tipo de história além da única que é contada – a da escravidão.


Sob a luz dessas perguntas podemos ver como, na moda ou em qualquer esfera, a opressão chega primeiro em quem já tem uma trajetória de exclusão. Quando tratamos de moda sustentável, torna-se ainda mais necessário trazer a lente racial para as interpretações e demandas. Se a sustentabilidade é também sobre emancipação humana e ambiental, sobre justiça e igualdade, porque ignoramos tanto as pautas raciais?


Para finalizarmos este post, gostaríamos de lembrar a importância do conhecimento sobre o outro e dizer que uma revolução na moda DEVE ter a raça como pauta.


(Foto: Naomi Campbell no desfile da Versace em 2018).


 
 
 

Comentários


bottom of page